domingo, 30 de junho de 2013

Poema (5)

Não sei o que se passa,
nem me reconheço.
Vida sem graça,
de ti me despeço.

Sinto-me perdida,
sem saber para onde vou.
Gente fingida
quem disse que me amou,
foi embora e só me magoou.

Tenho a dizer
que estou farta,
não quero estar aqui
neste mundo de merda,
quero ir para ali
onde não há gente lerda.

Passo noites a chorar,
e dias a sorrir,
custa-me pensar
na hipótese de partir.

Não dou parte fraca,
não choro à frente de ninguém
por mais mágoa que carregue,
espero por alguém
a quem realmente me entregue.

Fraquezas todos têm
e eu não sou excepção.
As lágrimas vêm
para as segurar não há mão.
Sinto-me a desfalecer,
ando farta de sofrer.

Pessoas que amam,
outras que odeiam.
Pessoas que elogiam,
outras que criticam.
Farta desta sociedade de merda,
que por tudo e por nada implicam.

(2013)

Sem comentários:

Enviar um comentário