quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Reflexões

Tantas horas passei eu em frente a um computador a escrever e escrever aqui, das coisas boas e más que iam surgindo no meu caminho, e esse hábito fui perdendo com o passar dos dias, meses, anos. Por vezes por falta de tempo, ou por falta de vontade ou até mesmo por não sentir necessidade. No entanto, como tudo na vida, há momentos que tudo parece vir contra nós, onde tentamos constantemente remar contra a maré, e na maioria das vezes só nos damos conta dessa situação quando nos sentimos a afundar mais e mais a cada dia, quando começamos a sentir que não temos forças nem capacidade para seguir o caminho que estamos a fazer. Mas pode ser um "abre-olhos" para vermos que o caminho onde nos encontramos não é o melhor para nós, caminho esse que em dias piores nos conduz ao abismo, às falhas antigas e onde todos os nossos maiores medos e falhas vêm ao cimo, onde só vemos escuro e só sabemos apontar os nossos erros, defeitos e nada mais.
E hoje voltei a precisar de vir aqui, de escrever e desabafar como nos velhos tempos, relembrando coisas que escrevi e vivi, lendo posts antigos... sei lá, precisei de recordar algumas coisas pelas quais passei para tentar perceber o porquê de não me ter tornado diferente, de não conseguir ser mais forte depois de tudo o que já aconteceu.
E vamos aguentando, aguentando, aguentando, mas chega a uma altura que não dá mais, que não conseguimos meter para trás das costas, que tudo cai por baixo dos nossos pés, onde só queremos fugir ou dormir até esquecer, onde não nos sentimos capazes de nada, dizemos ser inferiores e sentimos-nos extremamente fragilizados. Sentimos que não fazemos diferença na vida de quem nos rodeia, parece que nestes dias só surgem coisas más, como uma nuvem negra no céu, que por mais que este esteja azul, aquela nuvem negra estraga tudo e impede-nos de apreciar tudo o resto.
É nestas alturas que nos apercebemos de todas as mudanças que aconteceram, todos os hábitos e tradições que foram abandonadas aos poucos e deixaram de ter interesse, tal como aquele peluche velho que existe no armário ao qual não se liga, mesmo sabendo que ele se mantém ali porque há alguém que ainda o estima !

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